Gestão do Conhecimento (CHA)
Olá a todos, dando sequencia ao artigo Gestão por competência:CHA – Conhecimento, Habilidade e Atitude, irei desenvolver agora uma visão ampliada sobre o conhecimento na gestão por competência, utilizando ao minimo a parte teórica e relacionando com maiores detalhes em sua aplicação prática nas organizações e no seu entendimento individual.
Dentro da filosofia CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude) temos o conhecimento como sendo a visão teórica da competência, o saber não aplicado na prática. Mas de onde próvem este saber? E o que é o conhecimento sobre a visão das competência humanas e sobre a visão das organizações?
Antes de explicar o que é o conhecimento, temos de deixar claro que competência é o conjunto de saberes: Saber teórico, saber fazer, saber agir, saber aprender, saber emocional, entre outras possiveis formas de saber. O Saber teórico (Conhecimento) é cognitivo, sendo representado pelo saber teórico, saber procedimental, saber ambiental e saber fazer, este apenas ter a teórica de como se faz e não o fazer propriamente dito.
Uma vez que se entenda o que é o conhecimento dentro do conjunto de competências, podemos começar a compreender as diferenças do conhecimento individual e do conhecimento em grupo ou partilhado (Organizações).
Conhecimento individual é aquele do próprio individuo, é dificil de ser partilhado por estar na mente de cada pessoa. A base de formação do conhecimento depende da existência da informação, através dela começa se formar o saber teórico em cada pessoa e este depende diretamente do ambiente ao qual a pessoa esta inserida como forma de seu aprendizado, seja ambiente escolar, de vivência social, do trabalho ou quaisquer interações que incidam na entrada de novas experiências para formação do saber.
Em resumo, a formação do conhecimento individual segue a regra de entrada de informação, interpretação, reflexão e experimentação. Para que o individuo tenha o conhecimento ele precisa receber a entrada de uma nova informação, processe-a e busca em sua mente experiências anteriores ou conexões que façam perceber essa nova entrada para gerar a reflexão e que isto mostre a ele que existe um sentido, um significado real para sua percepção. Só assim a pessoas se compromete a desenvolver e aplicar o seu conhecimento.
O conhecimento organizacional ou em grupo destina-se a transpor a base de conhecimento de cada um (informação individual) para que este seja partilhado em um grupo da organização e seja nivelado o nivel de informação e conhecimento. O que a empresa ganha possuindo um grupo com informações nivelada? Do ponto de vista administrativo, possuir um grupo com o mesmo nivel de informação (obviamente não considerando as diferentes mentalidades e percepções) expande a capacidade da empresa de produzir informação e desenvolver novas idéias no aspecto teórico do planejamento.

Figura 01 - Do conhecimento individual ao conhecimento organizacional - Fonte: http://www.cohros.com.br/Artigos/1.pdf
A empresa é capaz de controlar a entrada das informações dos individuos, mas não é capaz de atuar na forma com que cada um irá processar a informação e administrar sua reflexão pessoal sobre ela.
Como transformar o conhecimento individual em um conhecimento em grupo?
Através de quatro modos de conversão (socialização, externalização, internalização e combinação).

Figura 02 - Modelo Conceitual de um sistema de gestão do conhecimento - Fonte: http://www.cohros.com.br/Artigos/1.pdf
As pessoas trocam experiências e informações o tempo todo, para a organização é preciso criar situações para que esta socialização aconteça, e isto não é dificil de se criar. Para citar alguns exemplos fáceis de como incentivar a socialização por parte da organização posso citar aquele espaço criado para o cafézinho, com um clima agradável que estimule conversas rápidas entre as pessoas ou mesmo, o espaço destinado ao descanso no horário de almoço dos funcionários, com sofás, revistas, televisão ou quaisquer sejam os minimos detalhes que façam com que as pessoas possam partilhar as informações de forma livre, sem intervenção direta da empresa.
Este é apenas um exemplo, é claro que tudo isso deve ser realmente planejado e estudado, não basta colocar uma garrafa de café bonita em um ambiente agradável para que funcione. O que pretendia passar com esse texto é apenas um exemplo resumido da gestão do conhecimento, obviamente um tema ainda muito amplo a ser explorado, deixo também abaixo alguns links que considero de grande importância para quem busca realmente informação teórica sobre o tema.
http://www1.serpro.gov.br/publicacoes/gco_site/m_capitulo03.htm
Este texto foi baseado na publicação:
Revista Inteligência Empresarial. N. 25, p. 20-27, out, nov., dez. 2005
(Publicação Crie – Centro de Referência em Inteligência Empresarial / Coppe – UFRJ)
D. Lustri, I.K.Miura, S.Takahachi,
http://www.cohros.com.br/Artigos/1.pdf
Obrigado a todos os leitores, caso desejam alguma informação mais detalhada sobre o assunto deste artigo ou sugerir um novo artigo estou aberto a idéias de todos.
por Alexandre Poseddon
Consultor de E-business e Planejamento Estratégico
http://www.poseddon.com/alexandre
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